- Err...hum... nós... nós terminamos... – Ela desabafa com
lágrimas nos olhos.
Um fúnebre e dolorido silêncio toma conta do banco em que
esses dois amigos estão sentados. Já faz um bom tempo que não se falam, porém,
isso em nada alterou a intimidade dos dois. Aquelas palavras que ela tinha dito
expôs um sentimento conhecido por ele. E com dor no coração, depois de muito
suspirar diz:
- Não adianta nada eu dizer que sinto muito, não é?
Mas não digo isso pra te consolar. Digo por que verdadeiramente
sinto.
Sinto pois, infelizmente, conheço bem a sua dor. A dor de
perder alguém especial, mesmo amando, e não entender ao certo o por que.
É, eu entendo, infelizmente.
Novamente o silêncio toma conta daquele banco, mas dessa vez
ele está diferente.
Dessa vez ele traz um solidário e estranho conforto.
Dessa vez o silêncio deu a ultima palavra.


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